BLOG

CURADORIA
Pedro Azevedo, curadoria do CineFestiVal
16/03/2015

CURADORIA

- Como foi o processo de curadoria do CineFestival? Houve algum critério especial na escolha dos filmes?
Foram utilizados dois recursos na seleção dos filmes: Primeiro abrimos uma convocatória na plataforma digital Fest Home, onde dezenas de curtas do Brasil e do mundo se submeteram à avaliação, para que logo em seguida pudessem ser feitos convites complementares a alguns filmes que eu já havia assistido em outros festivais porém não haviam sido inscritos oficialmente.
Há, é claro, uma preocupação em escolher filmes que travem diálogos mais diretos com o público, e vale lembrar aqui que Russas não possui uma sala de cinema operante há mais de 20 anos. Estamos trabalhando com formação de plateia consumidora de cinema no interior do estado, portanto, a estratégia que resolvi adotar foi muito simples: promover diversidade de linguagem e forma numa tentativa de apresentar um pouco do que vem sendo produzido na cinematografia mundial recente, confundindo os cinemas entendidos como 'fáceis' ou 'difíceis' porque no final das contas é tudo cinema. Além disso, mantivemos um olhar atento ao cinema local, de onde vem três dos nove filmes brasileiros. 

- O que o público pode esperar de novidade para este ano?

A principal novidade é que incorporamos filmes estrangeiros na competição. Estou muito feliz com a seleção, são nove filmes de nove países diferentes exibidos em alguns dos maiores festivais de cinema do mundo.
Outra grande novidade é que realizaremos exibições especiais de longas metragens. A HISTÓRIA DA ETERNIDADE e TATUAGEM serão exibidos com a presença de ambos os seus realizadores (respectivamente Camilo Cavalcante e Hilton Lacerda) que participam do festival como membros do júri e oficineiros.   

- Qual é a sua relação com a cidade de Russas? O que acha de um Festival como esse acontecendo na cidade?
Morei em Russas até os treze anos. Não cheguei a conhecer o Cine 5 de Junho, mas passei a infância alugando filmes em videolocadoras. Acredito que com o fechamento do cinema, surgiu uma demanda louca de pessoas interessadas em filmes porque havia uma locadora em cada esquina! O aluguel de VHS custava em torno de 50 centavos, tenho ótimas recordações dessa época.
Volto à Russas pelo menos três ou quatro vezes por ano, e poder contribuir para a realização de um festival de cinema lá é muito excitante, pois cria demanda de público e ajuda a construir um cenário favorável à iniciativas parecidas, e quem sabe, para que haja interesse público ou privado de abrir uma nova sala de cinema na cidade. 


©2017 CineFestiVal Festival Internacional do Vale do Jaguaribe

Uma produção Deberton Entretenimento
SAUTO